Cassia D'Aquino - Notícia

Depoimentos

Maria Cláudia Martins

O trabalho de Educação Financeira na sala de aula vai muito além da relação dos alunos com dinheiro. Uma das bases do trabalho é a resolução de problemas, discutindo o posicionamento dos alunos frente a problemas cotidianos ou relacionais, além dos lógico-matemáticos. Ao trabalhar as diferentes possibilidades de solucionar um mesmo problema, mostramos a importância de assumir uma atitude responsável diante das escolhas feitas, Assim, favorecemos a formação de alunos mais éticos e autônomos.
Maria Cláudia, Educadora

Cláudia Fidelis

Trabalhar Educação Financeira com meus alunos foi ao mesmo tempo um desafio e um prazer. Desafio, pois competir com a mídia e com todos os apelos que cercam nossas crianças é uma tarefa muito difícil, mas percebi que não impossível. No decorrer do projeto, quando já percebemos os resultados, é aonde o prazer começa. Muitas atividades podem ser feitas. Coloquei na prática do dia a dia de uma sala de aula muitas sugestões dadas no livro e no site da Cássia e também muitas idéias que foram surgindo do cotidiano da sala de aula e da minha experiência como educadora. Deu certo! Ao final, percebemos que mexemos não só com as crianças, mas também com os pais."
Cláudia, Diretora do Colégio Fundamentum

Helena Miascovsky

O ano de 2010 representou um marco no trabalho com a Educação Financeira na escola. Nossa Mostra Cultural evidenciou as várias possibilidades de abordagem do tema partindo da discussão sobre poupar, ganhar, gastar, doar. O que considero ter sido mais significativo foi observar não apenas o envolvimento dos estudantes nos projetos realizados, mas, sobretudo a mudança na forma de pensar e agir que gradualmente pode ser percebido. A escola entende seu papel de formar alunos críticos e reflexivos para lidar com as questões do dia a dia, o que implica em trazer a educação financeira para dentro da escola.
Helena, Coordenadora Pedagógica Inglês Stance Dual School

Lisa Pelegrini

Lembro bem de como fiquei desconfiada quando soube que teríamos assessoria de Educação Financeira. Era professora, tínhamos assessorias em outras áreas e um planejamento repleto de conteúdos.
Desde o início fiquei intrigada com a sugestão de falar sobre os problemas do dia a dia com as crianças, de reforçar a palavra problema e de apresentar cédulas para elas. Naquela época achava que os pequenos não precisavam ter contato com dinheiro e eu tinha um grande tabu com a palavra problema.
Eu mudei, vi os resultados com os meus alunos e depois, na coordenação, ouvi os relatos das professoras, das diversas propostas que incentivavam as crianças a pensar, a agir e principalmente a resolver problemas. Certamente serão adultos que não sofrerão tanto com esta palavra."
Lisa, Cordenadora da Stance dual

Lucimar Menezes

Eu mesma nunca tinha refletido sobre isso: querer e precisar, ter e ser. Como abordar assuntos tão simples, e tão complexos ao mesmo tempo, com crianças de 9 ou 10 anos? Ao discutir com meus alunos o que significava na vida deles os diversos bens de consumo que observamos num pôster, e convidá-los a refletir sobre quais itens eram essenciais para nossa sobrevivência e quais eram supérfluos, tive a grata surpresa de verificar que, sim, crianças dessa idade conseguem identificar os produtos dos quais precisam e aqueles que simplesmente desejam ter. Meus alunos apontaram alimentos, medicamentos e itens de vestuário como essenciais - mas, pasmem, também reconheceram que não é preciso ter um tênis da marca x ou tomar o leite da marca y. Ficou claro que entendiam que preferir não significa precisar. A discussão despertou interesse, até certa polêmica, e gerou questionamentos entre a garotada.
Lucimar, Professora de Inglês da Stance Dual

Solange Oliveira

Meu nome é Solange Alves de Oliveira, realizei um projeto sobre Educação Financeira no Colégio Fundamentum, em Valinhos. Fez tanto sucesso entre pais e alunos que há cinco anos é explorado de diferentes formas. Percebi que meus alunos se tornaram reflexivos quanto aos apelos das propagandas para que influenciassem desde a compra de um tênis até o carro que a família adquiria.
Identificaram também quantos momentos prazerosos tinham e não custavam nada ou quase nada. Os pais sempre apoiaram e mudaram a forma de pensar.
Solange, Professora

Marion Thomson

Eu admiro a palavra JUNTOS. Antes eu costumava pensar que qualquer problema que acontecesse em sala de aula deveria ser resolvido pelo professor e que somente ele deveria ser responsável por fazer com que tudo corresse bem. Depois que comecei a trabalhar com educação financeira eu rapidamente percebi que os problemas fazem parte da rotina diária. Percebi também que apresentar esses problemas para os alunos os estimulava a refletir e a buscar caminhos para resolvê-los. Esse trabalho motivou meus alunos a resolverem os problemas JUNTOS, e deu a eles a oportunidade de testarem o que imaginavam ser a melhor solução para cada um dos problemas. Nesta mesma direção, o fato de conceder um tempo para reflexão acerca dos problemas, permitiu que os meus alunos tivessem chance de expressar suas opiniões sobre as possíveis soluções. Isso fez com que eles descobrissem maneiras cada vez mais claras e eficazes para resolver problemas JUNTOS. Na minha opinião, no longo prazo, trabalhar educação financeira com as crianças permite que elas e sintam mais confortáveis no enfrentamento dos problemas e mais à vontade para resolvê-los.
Marion, Professora bilingue

Yohana Junker

Há pouco mais de três décadas, nosso conhecimento financeiro não precisava ir muito além de saber gerenciar as contas corrente e poupança e, quem sabe, para os mais sofisticados, ceder aos “riscos” de investimentos estatais. Hoje, no entanto, esta realidade é bem diferente. Sob a orientação da Cássia D’Aquino, a escola Stance Dual desenvolve um trabalho de educação financeira que estimula alunos a pensarem e lidarem com o dinheiro nesta nova realidade social, cultural e financeira. Entre os temas abordados estão: a relação entre produtos e serviços, profissões, “querer” vs. “precisar”, reciclagem, o que o dinheiro pode ou não comprar, o processo que o dinheiro percorre até chegar às contas bancárias, etc. Um dos intuitos deste trabalho é promover contato multidisciplinar com as finanças para que as crianças se tornem indivíduos conscientes, autônomos e com recursos para lidarem com dinheiro em geral.
Yohana, Professora